• Isabel Palma

Como reduzir a inadimplência do atendimento veterinário de emergência?

Temos em nossa sociedade, infelizmente, a ideia equivocada de que o Médico Veterinário deve agir unicamente motivado pelo amor e compaixão aos animais e, em casos de animais de rua ou quando os tutores não possuam boas condições financeiras, devem os veterinários tomar para si a responsabilidade e todos os custos de tratamento do animal.


Por óbvio esta visão não é correta. Ainda que sejam motivados pelo amor aos animais, os Médicos Veterinários, têm direito à justa contraprestação pelos seus serviços, como qualquer outro profissional, incluindo demais profissionais de saúde.


Entretanto, uma situação bastante delicada que os serviços veterinários enfrentam é como garantir os pagamentos dos serviços prestados a título de urgência e emergência, visto que em caso de emergência o Médico Veterinário deve agir imediatamente.


De acordo com o Código de Ética, é direito do Médico Veterinário escolher, livremente, seus pacientes, excetuando-se três situações, dentre elas “nos casos de emergência ou de perigo imediato para a vida do animal ou do homem”.


Sendo assim, o atendimento médico-veterinário de emergência não pode ser obstado, atrasado ou recusado em razão de questões financeiras ou quaisquer outras.


Mas então, como agir nestes casos?


O que se recomenda é que, chegando um paciente necessitando de atendimento de emergência, ele seja passado imediatamente ao atendimento veterinário para que possa ser estabilizado.


Havendo mais de um tutor acompanhando o animal, ou caso o tutor seja dispensado de estar presente no atendimento, a recepção deve providenciar o preenchimento do cadastro do animal no sistema, abrir a ficha de atendimento e explicar ao tutor sobre as despesas que podem decorrer do atendimento.


Desta forma, o atendimento imediato ao animal é garantido, bem como há maior proteção ao estabelecimento quanto à cobrança pelos serviços prestados. De mesmo modo, o tutor, ciente dos possíveis custos, pode optar por transferir o animal para local mais acessível, ou mesmo outro local de sua confiança, assim que o animal estiver apto para tanto.


Não esquecer, contudo, que se trata de momento especialmente angustiante para os tutores, de modo que a situação deve ser conduzida de forma empática, sempre prestando todos os esclarecimentos necessários.

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